quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

VINHO VERDE (Versão original)


Comprei pra ela um vinho verde
Mandei lavar a minha rede
Aparei barba e bigode
Podei a comigo-ninguém-pode
Na cama, lençóis de linho
No coração uma esperança
Que veio nem sei de onde
Esperei feito grande criança
Afinei a voz e o pinho
Mas ela não veio no bonde
Nem no próximo nem no depois
Fiquei sozinho, quieto
De novo olhando pro teto
Que nunca será de nós dois.

1 comentários:

Gerson Deslandes disse...

Ontem comecei a trabalha um poema que estava perdido dentro de um velho baú - existem, meninos! - e, como estou próximo de mais uma passagem de ano no Vale das Flores, já comecei a encarnar o Geoço, que mora lá e num é o Geo que mora cá nem o Guegué, que morou ali. Então, o poema do baú acabou tendo outro caminho, mais pra lá do que pra cá. Acontece que eu não joguei fora o original, escrito numa folha de um boco já amarelo pelo tempo, onde também etava o poema abaixo - De copo e Violão, que dediquei ao meu amigo Zé Renato. Hoje fui fazer o rescaldo e... Achei sacanagem jogar fora o original do Vinho Verde. Foi escrito em Santa Tereza. Mas como não confio em bkps e tenho que me livrar das velharias, coloquei aqui.
Salut!