sábado, 20 de fevereiro de 2010

GALOPE ATRAPALHADO

Na festa da natureza
Poesia é de quem pegar
O canto rouco do sapo
Também é bom de escutar

A vida só é beleza

Pra quem criou como empresa

Viver de papo pro ar

O canto que vem dos rios

Não é igual ao do mar

O canto do rio é doce

O mar é mais temperado

Só dá refeição completa

No encontro que tem marcado

Com o rio que cumpre a meta


O mar espera na praia

E quando chega o rio

Costuram as rendas das saias

De Iara e de Iemanjá

E desse encontro de deusas

Diabo não senta à mesa

O desafio é de paz


Melodia nasce no ar
Pro passarinho cantar
Palavra é pio de homem
Pra se enturmar

E todo homem tem fome

De amor, de luz e de lar

E das estrelas que somem


Nos olhos de uma morena

Existe toda a beleza

O que a natureza nos dá

Feliz aquele que conta

Com aquele olhar que encontra

O sol e a lua a brilhar


Antes que a chuva caia

Com seu canto perfumado

Vou dando por acabada

A sinfonia das águas

Pois a chuva de tocaia

Aquela que vem de repente

Tem gente que até desmaia

De tanto frio que sente

Só com o chapéu de telhado

E um capote de aguardente