quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ANEL DE COCO

Minha aliança é anel de coco
Comprada em Parati
Na loja de artesanato
Dos índios que vivem alí

Parentes dos caiçaras
Que um dia viraram mato
Pra dar abrigo às araras
Nas matas virgens de fato

Minha viola aprendi aos poucos
Em vendas de pé de serra
Pandeiro foi na beira do cais

Meu violão é amigo dos loucos
Meu nome é nome de guerra
Mas o meu canto inteiro é de paz

Minha aliança é anel de coco
Da praia da Pedra do Sal
Por isso qualquer batuque
De palma, de muque, de soco
Tem sempre um quê sobrenatural
De terreiro, de missa, de carnaval

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