Rainha das noites acesas
Iara dos rios estrelados
O tempo
É seu moleque de recados
Cachaça de cabeça
Poesia noturna
E sem pressa
Traz amores do passado
Pra navegar
Pelas salas brilhantes
Dos subúrbios
Entre velhos e móveis Jacarandás
Varando as madrugadas
Tontas e lentas
De horas contadas
Pelos dormentes dos trens
Tem nas lágrimas
O fogo das pimentas
Que nenhum colírio
Conseguirá acalmar
Todas as noites
Resolve os problemas
Do mundo
E quando o dia desperta
Alerta em sono profundo
Deixa as manhãs
E seus delírios
Pra quem não sabe voar.

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