sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

RAINHA

Rainha das noites acesas

Iara dos rios estrelados

O tempo

É seu moleque de recados

Cachaça de cabeça

Poesia noturna

E sem pressa

Traz amores do passado

Pra navegar

Pelas salas brilhantes

Dos subúrbios

Entre velhos e móveis Jacarandás

Varando as madrugadas

Tontas e lentas

De horas contadas

Pelos dormentes dos trens

Tem nas lágrimas

O fogo das pimentas

Que nenhum colírio

Conseguirá acalmar

Todas as noites

Resolve os problemas

Do mundo

E quando o dia desperta

Alerta em sono profundo

Deixa as manhãs

E seus delírios

Pra quem não sabe voar.

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