Nesses tempos noturnos
Em que só se ouve da rua
O caminhar dos coturnos
Pisando nas poças
Na terra seca, na lama
Chutando moças, gatos
Homens, mendigos
Invadindo salas, quartos
E camas
Nesses tempos sem fugas
Nem abrigos
O melhor é regar todo dia
Uma nova semente
Uma fresta
nas gretas do chão
Quem sabe,
Numa dessas noites frias
Nasça dalí
A flor do movimento

2 comentários:
Como diria o Ben: Que maravilha!
Essa tem melódica?
Tinha, mas fique à vontade...
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