
A casa do poeta é aberta
Quando ele está apaixonado
Ele sabe que não existe
Aquela pessoa certa
Mas vai procurar a vida inteira
O ser amado
Vai experimentar livros, discos e sonhos
Vai bisbilhotar objetos pessoais
Vai cheirar roupas velhas
Vai usar drogas fora de moda
Vai confundir as bijuterias
Misturando-as com as jóias
Vai viver todas as paixões
Para depois beijar as fotografias
O coração do poeta é aberto
Porque tem a certeza
De que o errado
É a beleza do certo.

