sexta-feira, 16 de maio de 2008

SÓ SAUDADE

Olha só

Eu não devia ter chamado

Pro que pra mim era futuro

Mas pra você será passado

Eu juro

Foi só saudade

De pular o muro

Da taquicardia

Do canto escuro

Do nascer do dia

Do nascer outra vez

Do que não me esqueço

De um endereço

De pagar o preço

De uma paixão

Saudade de ver novamente

O invisível

O AZUL DOS MEUS OLHOS

Quem descobriu o azul

Nos meus olhos

Viu o que ninguém vê

Olhos castanhos

Lusos castanhos

Olhos de ver além

Dos mistérios do mar

Olhos de ver as ilhas

As índias

Olhos de Imaginar

Quem chegou tão perto do meu coração

Que vive aberto

Mas sem intenção

De novamente se aventurar

Nas travessias

Provar especiarias

E novas fantasias desfilar

Viu o que ninguém havia visto antes

Um grande amor que só os navegantes

Deixam guardados pro dia de encontrar

Um amor que descubra em seus olhos

O inatingível azul

Azul marinho, azul sozinho

Azul de ver no céu

Os caminhos do mar

E assim chegar ao porto

Absorto

No azul do seu olhar