sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

AVE NOTURNA

Minha poesia é ave noturna

Chega depois das novelas

Entra por todas as janelas

E me rouba horas de sono

Tira o conforto da cama

Me faz abrir o caderno

E esquenta as noites do inverno

É supernova no céu

Me faz ouvir os tambores

Das danças da noite escura

Me deixa a alma mais pura

E o corpo não sente dores

A solidão observa

Não entra nessa hora

Fica quieta na espera

De a poesia ir embora

E ela vai, como veio

Nunca sei se vai voltar

Mas a solidão,

Se eu bobeio

Vai chegando pra ficar

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