Volto a escrever no bar
Em folhas laminadas
De um maço de cigarros
Que se transformam em lama
Nos meus pulmões
Recusei o convite de uma solitária
Como eu
Que estava sem opção
Nessa noite fria e vazia
Talvez fosse boa pessoa
Como eu
Mas ainda não aprendi
A perdoar as pessoas desesperadas
Os garçons sobrevoam as mesas
Como urubus vestidos de pinguins
Ao lado falam de antidistônicos
Como se pudessem enganar a morte
Acho até que eu tenho sorte.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
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