Havia um barco ancorado no meu porto
E na primeira tempestade ele avoou
Foi como um rio no meu peito que secou
Mãe, me dá mais um copo
Dessa cachaça maluca
A felicidade não me deixa mais viver
Eu quero é liberdade pra pensar e pra dizer
Mas preciso de um amor pra me prender
Menina pára esse barco
Já naufraguei na sua rota
Esse mundo é muito amargo
Faz favor abre essa porta
Não rasgue mais meu peito largo
Que esse canto retalhado
À queima roupa no meu peito
É sinal de que estou feito
É sinal que dou trabalho
Não me serve de telhado
Muito menos de agasalho
Mas estanca o navalhado
E sossega o teu chocalho
De agora em diante
Quando eu canto
É pra matar alguém
Que me pegou de jeito
E pro meu espanto
Me matou também
Afaste à boca pequena
O olhar dessa morena

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